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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

História da Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo - Missionário Manoel de Mello.

Missionário Manoel de Mello

Manoel de MelloCertamente não existe outra forma de contar a história da Igreja O Brasil Para Cristo sem começar pela história do Missionário Manoel de Mello, seu fundador. Manoel de Mello e Silva, nascido em Água Preta, Pernambuco, em 20 de agosto de 1929, mesmo sem educação formal, era um cristão enfezado na pregação do evangelho, desde sua adolescência.
Até o ano de 1947, Manoel de Mello residiu em Água Preta e trabalhou como pedreiro e mestre de obras, quando mudou para São Paulo e passou a fazer parte da Assembléia de Deus, igreja que lhe consagrou diácono. Nessa época, trabalhava na construção durante o dia e pregava à noite nas igrejas. Em 1951, casou-se com Ruth Lopes. Em 52, fora acometido de uma paralisia intestinal e depois foi milagrosamente curado. O que o levou a abandonar a construção civil e dedicar-se exclusivamente ao trabalho missionário. Nessa época, desligou-se da Assembléia de Deus e passou a integrar a Cruzada Nacional de Evangelização, atual Igreja do Evangelho Quadrangular, que o consagrou ao pastorado.
No ano de 1955, o então Pr. Manoel de Mello reuniu em sua casa um grupo de mais ou menos 40 pessoas formado por irmãos e amigos para relatar-lhes uma visão que recebeu de Deus: “... tive uma visão espiritual na qual o Senhor Jesus me apareceu e me deu ordens para começar, no Brasil, um movimento de re-avivamento espiritual, evangelização e cura divina, e o Senhor Jesus mesmo deu-me o nome: O Brasil Para Cristo". Logo, o grupo organizou-se para a realização de campanhas e cultos em tendas improvisadas dando início aos trabalhos da Igreja Jesus Betel – O movimento do caminho.

A Voz do Brasil Para Cristo

Imagem ilustratitvaNo ano seguinte, em 1956, aconteceu algo que proporcionaria uma grande projeção do ministério do missionário. Ao lado do Pr. Alfredo Rachid Góes, passa a dirigir um programa de rádio chamado de A Voz do Brasil Para Cristo. Certamente uma estratégia visionária, mas um tanto ousada, haja vista as críticas das lideranças protestantes da época que entendiam que o rádio era profano. Veiculado pela emissora Piratininga de São Paulo, o programa logo vira um sucesso da audiência local e tem a oportunidade de ser veiculado internacionalmente pela Rádio Tupi.
De fato o programa A Voz do Brasil Para Cristo foi e ainda é um sucesso do rádio. Esteve no topo das pesquisas de audiência por 34 anos consecutivos e está no ar até hoje. Atualmente é transmitido pela Rádio Musical FM 105,7 e apresentado pelo Pr. Paulo Lutero de Mello, filho do missionário.

Crescimento e perseguição

A década de 50 certamente foi um período de grandes conquistas e crescimento da denominação através do trabalho do missionário e de seus parceiros de ministério. Ainda chamada de Jesus Betel, a denominação realizou campanhas em tendas atraindo multidões em reuniões sempre marcadas por mensagens de salvação, curas e milagres.
No dia 3 de março de 1956, a denominação, atendendo à necessidade de legalização de seu estabelecimento, registrou-se com o nome de Igreja Evangélica Pentecostal, tendo por lema a memorável frase: O Brasil Para Cristo. Essa só passou a fazer parte do nome, bem mais tarde, em 74.
Reverendo Olavo NunesEm todos os cantos do Brasil, líderes evangélicos que possuíam a mesma visão de crescimento e evangelismo passaram a se unir ao trabalho do missionário. Assim a denominação passa a ter participação em quase todos os estados do país. No Rio Grande do Sul, o Reverendo Olavo Nunes, líder da Igreja Evangélica Pentecostal Brasileira, realiza uma fusão com o trabalho do missionário, fundando assim a denominação também no RS. Olavo Nunes passa a fazer parte desta história de uma forma muito expressiva, tornando-se parceiro de trabalho e amigo de Manoel de Mello. Mais tarde seria o primeiro a ser indicado à presidência do Conselho Nacional da denominação pelo próprio missionário.
A cada culto aumentava o número de fiéis, mas também aumentava a preocupação dos opositores. Muitas foram as tendas incendiadas em sinal de protesto. Nem mesmo o tabernáculo de madeira, construído no bairro de Belém, São Paulo em um terreno cedido pelo então prefeito Ademar de Barros para ser a sede da denominação, escapou dos ataques opositores. O prédio foi demolido durante a noite, a mando do próprio prefeito. Acredita-se que este sofria muita pressão da liderança católica da cidade.
Culto realizado em 1959, no Cine UniversoNa década de 60, período de intensa perseguição por conta do regime militar, não foram poucas as reuniões nas ruas e nas praças. Em São Paulo, celebraram-se cultos no Teatro de Alumínio, no Estádio do Pacaembu e no Vale do Anhangabaú. Numerosos também foram os convites para eventos em outros estados. Em todos os casos, sempre grandes multidões prontas para testemunhar os milagres e pregação da Palavra de Deus.
Durante o regime militar, o missionário Manoel de Mello, não se fez omisso aos casos de abuso de poder por parte do governo. O que o fez ser vigiado 24 horas por dia, por onde fosse. Fato que não o intimidou. Já que, sabendo que era vigiado, dizia durante as reuniões: “Aos agentes da polícia federal aqui presentes, aviso: podem ligar os seus dispositivos de gravação, agora, porque eu estou pronto para iniciar a minha pregação.” De fato era uma atitude ousada e corajosa, algo peculiar a sua personalidade. Por conta disso, foi preso cerca de vinte e sete vezes acusado de charlatanismo, curandeirismo, entre outras acusações infundadas.
Fachada do Grande Templo em jornal da épocaEntre os anos de 1960 e 79, a sede nacional era ainda improvisada em um galpão no bairro Tatuapé. Nessa época, estava em plena atividade a construção do que viria a ser a nova sede no bairro da Pompéia, também em São Paulo. No ano de 79, quando já pronto, o Grande Templo, como é conhecido até hoje, comportava em sua nave principal mais de 10 mil pessoas e por muito tempo foi considerado o maior templo evangélico do mundo.

O reconhecimento

Capa Revista Veja de 7 Outubro de 1981Apesar de toda perseguição, o trabalho de Manoel de Mello a frente da Igreja O Brasil Para Cristo foi reconhecido nacionalmente nas rádios e na TV. Na mídia impressa teve grande repercussão até que em 1981, foi capa da edição de outubro da Revista Veja. Sendo assim, o primeiro líder evangélico a ser capa desta revista.
A fama do trabalho da denominação rompeu as barreiras geográficas com uma projeção internacional, levando o missionário a pregar em 133 países em todos os sete continentes. Ele também foi recebido por grandes autoridades estrangeiras como o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, a rainha da Inglaterra, entre outros. Diversas entrevistas à mídia internacional como os americanos jornal New York Times e a emissora de TV CBS, a emissora de TV inglesa BBC, o jornal francês Le Monde, etc.
Além disso, Manoel de Mello integrou o Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas, órgão ecumênico voltado para a defesa dos direitos humanos.

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